April 28, 2006

Urgências à medida


Serviço de urgência Posted by Picasa

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Vivo relativamente perto de Lisboa... a 52km, para ser mais preciso... e a cada novo dia para enfrentar as 8 horas de trabalho, tenho primeiramente, que “ultrapassar” a árdua tarefa do percurso... aproximadamente 45 minutos de intenso trafego... tal facto, caso não se prenda o pensamento com situações alheias ao momento, carrega-nos de um elevado stress matinal, que nos irá certamente condicionar, quer o nosso humor e consequentemente as nossas relações de trabalho, quer as nossas reacções no momento e a nossa respectiva forma de conduzir.
Não directamente por esse facto mas, sempre que possível, tento abstrair-me de tal momento.
Uma das "entretenhas", criadas num passado não recente, foi a de fixar mentalmente matrículas... ora foi exactamente dessa forma que me comecei a aperceber de tão interessante situação... a de que todos os veículos de policia ou, mesmo, ambulâncias, aquando da aproximação do local onde o transito, pela sua intensidade, se encontra parado na auto-estrada (AE2), deveriam supostamente recepcionar uma chamada que lhes indicasse a necessidade de um “serviço de urgência”.
A partir deste momento, em que tal facto captou a minha atenção, verifique que tais situações, em que estas viaturas não iniciam a sua marcha em serviço de urgência, são uma autentica raridade.
Sempre que existe a sua aproximação, independentemente de até ao momento, este poder encontrar-se a circular a uma velocidade demasiado lenta, é iniciado de imediatamente a sinalização de marcha em serviço de urgência e, consequentemente, prosseguindo a sua marcha (supostamente, ou não) de urgência, passando todos os veículos que se encontram impedidos de prosseguir devido ao intenso e elevado volume de tráfego que impede o natural escoamento.
O que proponho ao leitor é um exercício mental simples, extremamente positivo, erradicando o stress mental matutino... A quem viva na margem sul do Tejo e que exerça as suas funções pessoais em Lisboa, porque não tenta?
Queiram, por favor verificar quantos veículos supostamente se encontram a violar o disposto no artigo 64.º do Código da Estrada (DL 44/2005, de 23 de Fevereiro).... apenas por curiosidade, porque não tenta um dia destes? fica com a ideia dos condutores em violação do disposto no mesmo. Para estes também se encontra definida a coima a aplicar em caso do incumprimento do aqui legislado (tal como definido no ponto 6 do mesmo artigo).

April 26, 2006

Pleno controlo


Frustrante ilusão Posted by Picasa

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Como poderemos constatar... se a nossa mente se mantiver atenta às notícias... existem algumas empresas protegidas pelos senhores do poder que nos deveriam representar e salvaguardar os nossos interesses... no entanto, entendemos rapidamente que estes ali estão apenas para servir o seu próprio umbigo reagindo a estímulos externos para concretizar ou decidir em prol do “próximo” que lhe convier.
Ao desfolhar o jornal de hoje verifiquei o que já não me surpreende... os “Lucros da Banca disparam”... enquanto que o nível de endividamento dos portugueses tem vindo a crescer de uma forma drástica.
Eu, claramente, necessito de auxilio para compreender a forma de proceder dos políticos para com os concidadãos que os colocaram no poder... necessito de entender a razão pela qual esta classe não protege aqueles que mais necessitam... aqueles que, embora pertençam à percentagem mais significativa, mais desprezados são por essa classe considerada pela própria como superior.
Qual a fulcral razão pela qual, são aumentados, cada vez mais, quer os impostos quer as taxas ao povinho... esse que tanto lhe custa a vida?... e, por outro lado, qual a razão pela qual existem áreas de negócio, na nossa sociedade, privilegiadas, em relação às restantes, no que diz respeito a impostos... como sendo a banca?... este sector de actividade que, enquanto é solicitado ao povinho que aperte um pouco mais o seu cinto, tem os impostos (IRC) a quase metade do aplicável a quaisquer áreas de actividade... como resultado... somos frequentemente confrontados com lucros imensos a cada trimestre que passa... no outro lado da moeda, poderemos encontrar-nos, com a mais elevada taxa de endividamento da UE, próximos dos 118%... de uma forma rápida e fria, poderemos afirmar que os portugueses que atinjam um valor acima de 117%, já não lhes é possível... nem recorrendo aos subsídios de férias e de Natal... pagar apenas as suas dívidas.
É claro que a responsabilidade de tais números não puderam de forma alguma culminar num grupo económico... no entanto, a forma como somos constantemente atingidos, brutalmente, pela sua publicidade, deixa qualquer pessoa “consciente de que pode atingir, sem qualquer esforço financeiro de maior, o bem ao qual a sua necessidade acabou por lhe ser imposta.
Não poderemos, de forma alguma continuar neste desenfreado consumismos desnecessário, não nos podemos endividar mais... como lacuna, permanece a consciencialização... Quanto à banca... resta-nos acreditar que, tal como os cidadãos, aconteça o mesmo com as empresas.... deixemos de parte os compadrio e apliquemos de forma indiferenciada os impostos que a todos “doem”.

April 25, 2006

Diga 33!


Conversas médicas Posted by Picasa

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Acabo de efectuar uma leitura pelo jornal, tendo-me deparado com a notícia “Agressões no hospital” (no Correio da Manhã de Terça-feira, 25 de Abril de 2006).
A notícia, em si, parecia interessante, não tivesse eu recordado situações, no mínimo, anormais que deixam qualquer pessoa perder a calma.
Não conheço uma pessoa que tenha apetência em dirigir-se a um hospital, pelo que a finalidade da sua viagem representa... o tratamento. Para aprimorar ainda mais, recordo, com alguma facilidade, situações que me deixam consideravelmente revoltado... a forma como somos tratados nesses locais públicos, para o qual descontamos parte dos nossos ordenados (o que a meu ver, torna esses senhores que lá trabalham, “nossos empregados”) com a finalidade de se manter em pleno funcionamento e pelo qual esperamos um tratamento digno de uma pessoa que se encontra numa situação fragilizada.
Temos, no entanto, que considerar o facto de que, dia-após-dia, estes senhores atendem inúmeras pessoas que “apenas” contactam o serviço para apresentarem as suas “queixas”... esperando não menos que uma solução miraculosa ao seu problema.... Ora, tais dias tornam qualquer pessoa que não se candidate à canonização, num ser humano esgotado. Repercutindo-se tal facto no seu comportamento.
Por esta análise da situação, poderemos considerar a existência do efeito “bola de neve” (ou de outra forma, a “pescadinha de rabo na boca”)... ou seja, os funcionários, “fartos” de tais queixas, geram um comportamento de atendimento defensivo e “menos próprio”, que se repercutirá na seguinte pessoa a atender... está, em reacção, tem um comportamento igualmente agressivo, incrementado pelo estado de saúde que se encontra... com isto, poderemos prever um rápido degradar de relações entre funcionários do hospital e utentes a cada atendimento efectuado.
Passemos agora a uma análise alargada da situação que ilustrei...
Para os leitores que se encontram a descontar (à partida quererá levar a entender que se encontram a trabalhar)... se estes leitores, de uma forma directa, contactarem com clientes da empresa para o qual exercem as suas funções, à partida poder-se-à traduzir em situações similares à apresentada pelo que poderemos verificar se tal nos é aplicável.
Existem cada vez mais empresas preocupadas com tal tipo de comportamento que tentam, com um cuidado acrescido, verificar a satisfação dos seus cliente... estas, têm a plena consciência de que, se o cliente não estiver satisfeito, não voltará.
A empresa entende, correctamente, que do cliente depende a sua subsistência.
A questão que coloco neste momento é a mesma... porque não consideram a mesma metodologia para os estabelecimentos públicos?
Analisando, agora, a parte final da questão. Coloco, sobre a mesa, o atendimento realizado por pessoas as quais, muitas vezes esgotadas, não tomam as medidas necessárias... agindo de forma menos própria. Não estando alerta para os sintomas demonstrados pelo utente emitem, em determinadas situações um parecer menos correcto originando nitidamente a uma situação igualmente incorrecta. Identificando-se como detentor da “verdade suprema” nesta matéria, o funcionário não vai considerar a possibilidade de falha, resultando num diagnóstico errado... negligenciando o utente.
Tais situações, ao serem detectadas, poderão traduzir-se numa reacção menos própria por parte do utente... sendo que, em consequências mais gravosas, resulte na “perda” do utente.
Desta feita, e expondo o problema em toda a sua amplitude, como prevê a sua reacção?

April 23, 2006

Futuro fossilizado


Preços da gasolina (USA) Posted by Picasa

(See in english)

Vivemos numa crescente dependência pelo petróleo... a nossa sociedade cada vez mais, não só para comodismo mas também para o seu desenvolvimento e subsistência, demonstra uma crescente necessidade de energia e esta é obtida directa ou indirectamente através do consumo de petróleo.
Estamos constantemente em contacto com uma vasta informação que, por vezes, não tratamos com o devido tempo... basicamente, fica-nos na consciência de que mais uma vez a justiça nos prega partidas... o petróleo, devido à politica externa, sobe constantemente os seus valores, encontrando-se, neste momento, a níveis perigosamente altos...
As pessoas forçadas a uma súbita adaptação... não podem dizer que não estão alertadas para similares situações... mas podem, sem quaisquer dúvidas afirmar que os preços actuais são irreais e especulativos...
Acredito que aquando do terminum da crise entre os Estados Unidos e o Irão, uma descida dos preços praticados para o petróleo seja esperada. No entanto, mantendo o realismo, acredito veemente que os preços nunca baixaram ao seu valor real... acredito que essa oportunidade será considerada para, embora reduzir, manter os preços a um nível inflaccionado.
As pessoas não conseguem manter uma prolongada noção realista da situação e com algumas visões mais distorcidas da chamada “realidade” serão levadas a crer que a actual situação manter-se-à por forma a que uma possível instabilidade não direccione a conjuntura do momento para uma situação de crise aprofunda.
As pessoas, embora tenha constante que o petróleo não perdurará para sempre e conhecendo a existência de combustíveis alternativos, preferem continuar, de forma desenfreada, a adquirir viaturas a gasolina e gasóleo, não transparecendo a sua preferência por energias alternativas já disponíveis a um preço bastante mais apelativo... qual, então, a razão para manter a preferência pelo petróleo?
Tendo conhecimento da existência de outras fontes de energia bastante mais “verdes” ou menos poluentes, porque não são, estas, consideradas para o bem dos nossos descendentes?
Para que possamos investir num futuro um pouco melhor e duradouro, não será viável abstermo-nos de máquinas e viaturas mais caras e rápidas por outras mais ecológicas e lentas?
Observemos as fotos dos nossos filhos e respondamos à questão: Afinal a quem pertence o futuro? A nós ou aos nossos?

April 17, 2006

Jogo do empurra


Baliza Posted by Picasa

(English text under translation)

Este fim de semana, enquanto estava na esplanada de um café... na Baixa da Banheira, junto a um campo de Futsal... observava, uns "miúdos" a jogarem à bola... a forma como a baliza balançava, quando estes se atiravam de encontro às redes para comemorar qualquer golo, despertou-me a atenção para a zona de contacto com o solo e constatei que a fixação da baliza ao chão era inexistente... após tal conclusão, constatei que, considerando a sua estrutura, o centro de massa encontrava-se demasiado avançado pelo que, a ocorrer o tombo, este ocorreria, certamente, para a frente e não para trás... naquele momento, num fechar de olhos, recordei um passado recente muito triste e cinzento...
TSF ( 10:32 / 22Jul02 ) - "Cinco mortes em dezoito meses";
APSI (Set02) - "Estudo sobre Segurança de Balizas em Recintos Escolares e Recreativos";
etc...
Lamentável é o facto de, com o nosso histórico de casos de acidentes infantis, só poderemos concluir que afinal ocorreram tais trágicas mortes de crianças e pouco se agiu para que não volte a reocorrer... muito se falou mas, como é típico na política, nada (ou pouco) se fez... as nossas crianças continuam à mercê da sua sorte... tantos Ministérios criados, tantas instituições, tantos organismos... tantas câmaras... e ninguém que, competentemente, realize as inspecções necessárias a esses parques desportivos, de forma credível, confirme as reais condições de segurança dos equipamentos aí existentes e consequentemente assegure que a segurança dos mesmos seja mantida ou reposta.
A questão central que deixo aqui, é apenas uma: "Quantas crianças mais serão precisas para se resolver definitivamente um problema que, afinal, é de todos?"... até lá eu não vou, de forma alguma, arriscar na possibilidade de participar nessa estatística.

April 16, 2006

Tratado de intenções


Religiões Posted by Picasa

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Feliz Pascoa a todos... são os meus desejos mais sinceros a todos os visitantes católicos que me visitam no dia de hoje... no entanto, coloca-se aqui hoje uma questão a vós: “então e os devotos a outras religiões?”... parece que vivemos num país onde deveria realmente imperar a liberdade de religião (pelo menos politicamente tenta-se passa esse tipo de mensagem), mas tal não parece acontecer...
Preste-se atenção à nossa programação televisiva da manhã de hoje... honestamente, conseguiremos recordar tal cobertura de eventos referentes a outra religião como a dada à Católica?
E quanto aos próprios feriados? Eu próprio concordo que se fossem tornados feriados todos os dias importantes de todas as religiões, caminharíamos certamente para umas férias continuadas... mas pensemos tão somente neste facto:
Como se sentiriam, vós os católicos, se trabalhassem no Natal?... ou na Sexta-Feira Santa?... ou mesmo o dia de Corpo de Deus?... como seria não ter a oportunidade tão especial de, em família, poder celebrar dias tão importantes?...
Pois é, mas sendo a religião Católica, tal como a sociedade portuguesa, aberta às diferenças... porque tal não é considerado? Porque não podem os crentes de outras religiões celebrar em família, dias igualmente importantes para as suas religiões? Porque terão que não trabalhar em dias sem qualquer significado para eles e terem que trabalhar, privados do convívio familiar, em dias tão importantes como o Ramadão é para a religião Muçulmana?
Parece que a imensidão de campanhas publicitárias que tentam demonstrar a igualdade entre os homens, mesmo quando diferentes... não passam de reles intenções... no fundo... sempre somos e seremos diferentes.

April 14, 2006

Avé Césares


Retiro dos deuses Posted by Picasa

(See in english)

Mais um dia de trabalho... uma monotonia... tudo na mesma... o mesmo acordar, o mesmo levantar, a mesma preparação... o mesmo percurso, o mesmo destino... a mesma rádio... mas aquela notícia!
Como pode ser possível que 84 dos 194 deputados que assinaram o livro de presenças se tenham "baldado"?... como podem não ter notado toda essa confusão gerada pelos restantes 83 a descerem aquela imensa escadaria?... mesmo saíndo de forma ordenada, daria nas vistas, ou não?
O que está em causa não é tão só o facto de a votação prevista não se ter concretizado... Está em causa o exemplo dado ao povo que representam.
Todos os sacrifícios exigidos, verificamos que não têm qualquer fundamento. Estes senhores que vivem tal como César vivia... autenticos “deuses humanos”.
A máxima destes senhores demonstra ser "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".
Só não consigo entender como é possível não existir qualquer reacção do "povinho"... tudo se mantém como se nada tivesse ocorrido, situação após situação... a raiva corrói-me o interior... começo a acreditar que possivelmente seja por este facto que a causa de morte em Portugal derivado a problemas cardíacos esteja a aumentar exponencialmente.
Afinal, estamos todos diferentes... cada vez mais desiguais... a classe política, esses privilegiados que esbanjam todo o dinheiro que suadamente lhes é colocado nas mãos... em proveito próprio... e nós, sem futuro à frente... E tudo se conclui com uma "lei" por estes senhores criada: "a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais".